segunda-feira, 12 de março de 2012

Cavaco atira-se a Sócrates, ui

Dói-me o pulso. Qual?! Ousais?! Quereis saber mais do que eu... (Pausa) Sei lá que pulso me dói! (Pausa) Sois uns atiçadores! Dói-me o pulso de alguém! (Pausa) E isso basta-vos. (Pausa) Hoje apetece-me falar sobre a semana passada, porque naquele pacotinho de cinco dias tivemos muitos sabores diferentes que, estou certo, vos adoçou esse vosso insosso inexistir. (Pausa) Então não é que o actual presidente da república se chateou com o primeiro-ministro (Pausade há uns anos atrás... por causa de um "incorning" (obrigado aos "gato") institucional anacrónico, que urgia agora denunciar para evitar hoje danos catastróficos para a anterior legislatura. É mais ou menos como se um homem traído pela mulher com o seu melhor amigo no dia 12 de Março de 2011, e sabedor desde essa altura, se atirasse ao perpetuador da perfídia no dia 12 de Março de 2012. (Pausa) Agora espera aí um ano que eu já me passo! (Pausa) Enfim, é uma história sem paralelo... (Pausa) "Paralelo" só se for o timing político do presidente... Cavaco encontra-se irado com Sócrates e tentou dar-lhe dois ou três presidenciais sopapinhos. A sorte de Sócrates é que já não é primeiro-ministro e já estava bem longe do recreio da política nacional no momento exacto em que teve lugar a tentativa de agressão. Quando andava no ciclo, fiz o mesmo: o tipo mais bera da turma meteu-se comigo no intervalo grande da tarde e eu não hesitei em confrontá-lo às oito da noite, estava eu na minha casa e ele na dele. O gajo ficou cheio de medo, o seu rosto encheu-se de terror... (Pausa) Imagino eu. Estava escuro e havia uma distância entre nós de duas freguesias e uma linha férrea ao meio. Eu estava ao colo da minha mãe e parece que ouvia o chichi dele a cair-lhe pelas pernas abaixo. (Pausa. Dar tempo ao Carnegie Hall para se sentar outra vez) Nessas coisas, sou como o Cavaco e os meus adversários não perdem (mais de um ano) pela demora! (Pausa) Eu era mau e, uma vez, comandei uma quadrilha de alunos do oitavo ano num ataque bárbaro a um grupo jeitoso de pensionistas do 3.º escalão do IRS, numa paragem de autocarro. Roubamos-lhes todo o dinheiro que tinham em sua posse. (Pausa) Ficamos com 10 cêntimos, depois de impostos. (Pausa) Entretanto, o presidente Cavaco não teve à altura do presidenciável Marcelo. A diferença entre eles é que um é presidente a partir de Belém e outro a partir de Queluz. Um utiliza as redes sociais, o outro, mais conservador, meios mais tradicionais como a televisão ou o telemóvel. E enquanto Cavaco finge bater em Sócrates e Marcelo finge defendê-lo, o ex primeiro-ministro afina o método na Sorbonne e remete-se ao silêncio, o grito dos velhos sábios... Está tudo doido! (Pausa) Por falar em insanidade mental, o ministro Álvaro teve na semana passada o seu duocentésimo quinquagésimo nono amuo desde que é ministro da economia. Atenção que eu não sou daqueles que assapa em Álvaro por tudo e por nada. Quando tem que se pegar com alguém em Portugal, nos dias que correm, pega-se ou com o Castelo Branco ou com o Álvaro! Por isso, acho normal que ele amue e, em última instância, gaffe esta merda toda. Porquê?, questiona o leitor atento e sem existência material. Pois questiona muito bem! Queria eu ver quem é que não amuava se fosse convidado para ser ministro da economia de um país sem economia! É a pasta fantasma por excelência e o Gasparzinho, que é o fantasminha que vive nas pausas do discurso do ministro Gaspar, ri-se disso! Porque se há pasta bem real, essa, é a das finanças.

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