segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

República, a quanto obrigas...

Olá país!

Estava aqui a fazer um zapping pelos sites de notícias e, segundo parece, tuga que é tuga adora telefonar de "brincadeirinha" para o 112. O Nilton deve estar orgulhoso... Portugal é também o 5.º país da Europa no que diz respeito a pessoas que ligam para o 112 e desistem da chamada ainda antes de serem atendidos por um operador. Pelos vistos, os portugueses não estão para grandes esperas ou então é o sebastianismo que já não é o que era... Quem infelizmente espera sempre pelo alô do lado de lá é o presidente Marcelo que inventou um novo género de presidência aberta... ao ridículo e à total falta de sentido de estado. Por outro lado, ainda bem que ter falta de sentido estado não é uma coisa má em si mesma, sobretudo, quando não desempenhamos as funções de chefe de estado.
De facto, as coisas mudaram muito... Por exemplo, no meu tempo, quem apanhava boleia de camionistas eram as senhoras de má vida, agora, é o primeiro magistrado da nação. É caso para dizer que a prostituição tem evoluído muito nos últimos anos e anda de mãos dadas com a república.
Marcelo submete-se todos os dias ao sufrágio universal direto dos portugueses, o problema é que só há eleições de 5 em 5 anos e já não há pachorra. Outro problema é que lá há-de chegar o dia em que não haverá um único português (ou, como se diz agora, jamaicano) a quem Marcelo ainda não tenha feito um cafonézinho e, nessa altura, não restará ao presidente outra alternativa se não atravessar a fronteira e desatar a dar linguadões em nuestros hermanos, a ver se les gusta! 

terça-feira, 13 de março de 2018

Aviso: esta crónica contem glúten, vestígios de Eládio Clímaco, José Castelo Branco, Gus Van Saint, Eduardo Beauté, Pedro Guerra e Roberto Leal

A violência doméstica é um tema que me incomoda. Não pensem que não!
Não gosto nada de saber que pode haver por aí homens que apanham de mulheres.
Acho contra-natura e até hediondo.
(trilha de fundo com a voz do Eládio Clímaco num doc. Nat. Geo.)
Desculpem, deixem-me baixar o som do televisor, estava aqui a ver no porn hub um documentário antigo do Castelo Branco em modo partouze a acasalar com mais 10 (pausa), vá lá, pessoas em Famalicão. É para um doutoramento que estou a fazer sobre as causas do aquecimento global e o degelo polar e as consequências que isso tem na vida sexual dos babuínos que vivem no hemisfério sul. É assim uma coisa na linha de uma verdade inconveniente do Gore, só que, neste caso, é mesmo inconveniente, e mesmo verdade, com guião do Michael Moore e realizado pelo Gus Van Saint.
Não sei se estão a apanhar a ideia.
Voltando ao início, o corpo do homem não foi feito para apanhar, mesmo quando é o Eduardo Beauté a levar uns açoites. Apesar de, neste caso, nunca sabermos se é o homem ou a mulher a "apanhar". Nestas situações, prefiro sempre dar o benefício da dúvida e deixar apanhar à vontade. (Pausa) 
Já está toda a gente por aí? Desculpem, é que eu vou sempre adiantando o assunto que é para não prejudicar os dois que chegam a horas. Mas se já estão aí os três, vamos mas é começar.
Então, o assunto é que o Benfica criou um gabinete de crise para monitorizar tudo aquilo que se diz e escreve sobre (pausa), lá está, o Benfica. Só esta última frase já gerou automaticamente dois alertas no quartel-general encarnado e outros tantos ataques de seborreia informática no lap top do Pedro Guerra. Vamos lá ver se eu consigo apanhar o fio à meada, o que não é fácil porque eu há bocadinho só tirei o som à tv: um funcionário judicial ultra benfiquista, ou como diziam os americanos durante a guerra fria, um «vermelho», de Fafe, ou, como dizem os americanos, "feife", entrou no sistema informático da justiça ("Citius", que é como se diz "já foste" em língua morta) com as credenciais usurpadas de uma procuradora do ministério público, que trabalha em Lisboa, para sacar informações sobre o estado das investigações do chamado caso dos emails e passá-las ao diretor jurídico do Benfica. Tudo isto «alegadamente», que é como em português se diz «a mim não me enganas tu!». Sobre o futebol português isto não acrescenta muito ao que já se sabia desde os tempos do guarda Abel, das paulas nos estágios da seleção e do preço da fruta exótica no Porto, agora, dá-nos, não umas luzes, mas, um estádio da luz cheio sobre o funcionamento da justiça em Portugal.
Esta investigação não devia chamar-se e-toupeira mas sim e-mexilhão, que é quem sempre se lixa no fim. Que o diga o funcionário do tribunal de Fafe que é a única personagem desta história que ficou detida não vá o diabo tecê-las, que é como se diz em português «preventivamente».
Que Roberto Leal nos acuda!
Amém!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Até amanhã, camaradas!

Tenho recebido muitas críticas pelo facto de terminar as minhas crónicas com um «até amanhã» e só voltar a escrever daí a uma semana ou duas... Ou então de terminar com o futuro distante «até para a semana» e voltar logo no dia seguinte. 
Vocês são complicadinhos, ãh?! 
Quando eu digo até para a semana é porque volto no dia seguinte. Quando eu me despeço com um «até amanhã camaradas» é porque tão cedo não me põem as vistas em cima.
Não tem nada que enganar.
Por falar em enganos, a ministra Constança Urbano Sousa demitiu-se. A demissão veio tão a tempo como a chuva que começou a cair na segunda-feira passada. 
Pensando melhor, o timing até não é mau, afinal, ir de férias em época baixa é mais barato, eu se fosse à Constança evitava a Califórnia e escolhia uma estância de Ski nos Alpes franceses ou suíços. Sempre evita estragos maiores...
Por falar em coisas estragadas, o primeiro-ministro, se dúvidas houvesse, confirmou que é um verdadeiro «animal político». Quem achar que a expressão tem palavras a mais, esteja à vontade para cortar. Costa não só deixou cozinhar em lume brando, desde a tragédia de Pedrógão, a ministra da administração interna como reagiu a toda esta crise como se de um contabilista se tratasse.  
Monhézices à parte, para desanuviar deixo-vos aqui uma receita de "coiso de caril" para o jantar de hoje a quatro meses:
Primeiro, fazem um bom refogado, acrescentam o coiso desfiado e despejam o pacotinho de caril, deixam saltear e reservam. Num tacho à parte, fazem uma boa tomatada, acrescentam o preparado de caril, deixam levantar fervura e depois fica a cozinhar lentamente em Constança Urbano Sousa para não pegar no fundo.
Até para a semana, a não ser que o mundo acabe logo à tarde. Nesse caso, até amanhã...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A restauração da dependência...

Desculpem, já aí estão? Estava distraído e rever o Basileia - 5 / Benfica - 0 e perdi-me nas horas...
Vamos lá então ao que interessa: estava aqui a traduzir «bombinhas de nitrogénio» do catalão para norte-coreano, mas deu-me uma dor do lado direito, acho que deve ser escolástica e tive que fazer uma pausa; a minha mulher acha que pode ser patrística e, se for esse o caso, ui, tenho para uns aninhos.
Por falar nisso, alguém sabe quanto é que está o jogo na Catalunha? A última vez que vi tempo e resultado, marcava Amigos de Puigdemont - 0 / Resto de Espanha – 45. Parecia rugby!
Eu já não via um resultado assim desnivelado desde o Ministério Público - 31 / Sócrates - 0!
Agora a sério, alguém percebeu aquela declaração de independência? Eu nunca tinha visto a independência de um território durar tão pouco tempo. Nem deu para içar a bandeira. Na mesma frase declarar a independência e o fim da independência não é para todos. A Espanha passa a festejar um novo feriado a 10 de Outubro: “a restauração da dependência da Catalunha”.
Não sei se repararam, mas desde que começou a novela catalã nunca mais se ouviu falar da ameaça nuclear da Coreia do Norte. Nem na defesa do benfica! 
À beira de um agente anti-motim da polícia nacional espanhola o Kim Yung Hill parece um menino de coro com diabetes altos. 
Os próprios extremistas islâmicos já partiram para zonas onde façam verdadeiramente mossa.
Queria aproveitar este momento para deixar uma mensagem para a Catalunha, que eu sei que eles estão a contar com isso:
- Amigos catalães, eu compreendo-vos, eu entendo a vossa causa. Eu próprio quando tinha 18 anos também queria ser independente, mas depois casei e passou-me! No vosso caso, deve ser crise da meia-idade e também há de passar! Aos espanhóis é que não há meio de lhes passar a monarquia. A intervenção de Filipe de Espanha sobre a crise catalã foi verdadeiramente desastrosa, eu já não via assim uma entrada a pés juntos desde os tempos do Paulinho Santos e tanta asneira condensada desde o último espectáculo ao vivo do Quim Roscas e do Zeca Estacionâncio.
Por falar em crise do nuclear, na ressaca das autárquicas tornou-se viral o vídeo do ainda presidente da câmara da Póvoa de Lanhoso, sua graça, Manuel Batista que no discurso de vitória mandou um adversário “levar no tutu”… para gáudio dos apoiantes que começaram a gritar com orgulho o seu nome: “Batista! Batista! Batista!”
A última vez que ouvi gente a gritar isto foi em Cuba, já lá vão uns aninhos...
Adeus, até prá semana.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

É mais fácil dizer Benny Hill

O derby Kim Yung Hill-Donald Trump está ao rubro, é tipo um Sporting-Porto, mas em nuclear. Neste caso, se correr mal é sinal que o Sporting perdeu, no outro, nunca iremos saber.

PS. Kim Yung Hill rima com Benny Hill mas não tem graça nenhuma.

Azeredo Lopes na calha para suceder a Luisão

O RdE sabe que ministro da defesa nacional, Azeredo Lopes, está a equacionar a possibilidade de assumir o ministério da defesa do Benfica. A transferência do Forte de São Julião da Barra para a Luz está eminente, depois da derrota humilhante dos encarnados no reduto do Basileia por 5-0. Azeredo Lopes tem a seu favor o facto de ser um jovem (n.d.r. "jovem" no sentido em que toda a gente é mais nova que Luisão) e contra o facto de ele próprio ter sido recentemente goleado na "partida" de Tancos.

Gosto muito de você, leãozinho

Olá. Se eu disser José Sócrates, Rui Oliveira e Costa e Ricardo Salgado na mesma frase acontece alguma coisa desse lado?
Não rebentou nada daí?
Hum! Então, deve ser material de guerra obsoleto. Nestes casos, como é do domínio público, convém guardar tudo num paiol secreto, bem acondicionadinho, deixar a porta no trinco e esperar que alguém venha buscar. Ah, e não digam nada ao ministro Azeredo Lopes.
Tenho andado por fora e por isso ainda não tinha tido a oportunidade de felicitar Bruno de Carvalho, que vai ser pai. Ainda não sabemos se a criança vai fazer chichi sentada ou de pé, vamos ter que esperar pelo próximo anúncio no ecrã gigante do estádio José de Alvalade, no dia em que a senhora BdC fizer a ecografia dos três meses. Já estou a imaginar o Bruno com aquele sorrisinho que ele tem de puto que acabou de urinar para uma garrafa vazia de frissumo num dia de muito calor no recreio da escola a dizer antes de um Sporting-Tondela "mandei fazer uma eco a verde e branco, ainda é um feijãozinho mas já dá para ver que vai ser lagarto".
Eu já não via cinema assim desde a filmografia do João Broncas e um anúncio deste género desde que o Eduardo Beauté e o Luís Borges anunciaram que iam ser pais de trigémeos de várias tonalidades. No caso do Bruno e do Cristiano Ronaldo, crias de leão, imagina-se que da mesma cor... Verde! Leões verdes é, aliás, uma coisa que há em todo o lado, mas abunda mais em Fukushima e Chernobyl ou no Bairro Alto a partir das 4 de manhã.
O Bruno tem tanto em comum com o Cristiano como eu com o Lukaku, para desgraça das minhas ex-namoradas.
Para não falar da minha senhora, que anda a antidepressivos desde que descobriu que a minha AK-47 de fabrico russo é afinal uma pressão d'ar para acertar em passarinhos encurralados na marquise.
O BdC está cada vez mais parecido com o Marques Mendes: juntos têm a altura do Cristiano Ronaldo - ou se calhar não - e gostam de fazer anúncios ao país.
O problema é que ambos fazem tanto sentido como convidar o Azeredo Lopes para ministro da defesa do benfica ou o guarda-roupa do Pedro Henriques.
Neste caso, o cabelo também não faz sentido nenhum mas não há espaço para mais.



Um abraço e até quando o Kim Yung Hill quiser...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

guião para stand-up para humorista mulher - excerto

Guião

Uma das coisas que eu aprecio no discurso é a capacidade que ele tem de organizar por ideias as duas ou três caganitas que eu penso - lá muito de vez em quando - sobre alguma coisa.
Claro que são ideias feitas da mesma matéria da caganita o que se por um lado se traduz numa espécie de naturalismo filosófico sustentável e amigo do ambiente, por outro, dá sempre em
caca.
Como em tudo, também na caca há coisas boas e coisas más.
Isto não teria nada de mal se eu não fosse ministro das finanças.

Graças a Deus que a última frase sou só eu a ensaiar uma punch line.

Ganda' ministo das Finanças que nós temos.
A conferência de imprensa do ministro sobre sms's com o ex administrador da Caixa Geral de Depósitos dá um tratado de Ética prática ou o guião para uma execução do Estado Islâmico.

Quem é que deu o guião da conferência ao ministro?

Só pode ter sido o JJ.
Aquilo 'tava tão errado!
Enfim,
Foi tão bom mau,
tão bom mau,
tão bom mau que Mário Centino,

desculpem,

Mário Centeno arrisca-se a ser o João Palhinha do governo.

Já agora,

estão a ver o Shaggy Rogers do Scooby-doo?
O personagem, sim , estão a ver?
Ok, não estão.
Não faz mal...
Tão a ver o Mário Centeno?
É ele, é ele, é o mesmo...

Só mais uma do ministro:
ele disse que o lugar dele estava sempre à disposição!

Olha, tem graça!

O meu também.

Estou desempregada desde que acabei o curso e o meu lugar está sempre à disposição desde aí.

Se o senhor ministro quiser trocar...
Se calhar até era melhor o senhor não tocar em nada, não fazer nada...

E eu pior que o senhor ministro se calhar também não fazia.

Agora gostaria de terminar,
despindo-me
Não,
'tou a brincar,
Por acaso tem muita piada...
Mas
já fiz isso no espectáculo de ontem.
Queriam rir à fartazana tivessem vindo ontem
ao bar onde eu faço umas horas como stripper

Antes de ir, digam:

"Mais mas"
muito rápido
muitas vezes seguidas

Não é

"Mais"

é

"Mais mas"

Vá, deixem lá isso
que é só parvo

É lixado não é,..

... quando a gente quer e não pode...

Deixem lá, eu gosto de vocês na mesma...

Era o que a minha mãe dizia ao meu pai...