sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Da importância da fonética na hora de se escolher uma ongue ou "breakfast at Gambrinus

Se Marinho Pinto não quer ganhar 18000€ no Parlamento Europeu porque é muito
E não quer ganhar 4000€ no parlamento português porque é pouco
Logo Marinho Pinto quer ganhar 5000€ numa ongue porque é remediado
(silogismo grego muito antigo que eu acabei de criar)

Meu "caro" Marinho, permita-me que o trate assim mais familiarmente, introduzindo esta nuance não remunerada na forma de o interpelar - e da qual apresentarei competente despesa de representação - facilitadora da comunicação mais informal de quem pretende estabelecer consigo uma relação mais pessoal. Queria aqui deixar-lhe algumas dicas na escolha da Organização Não Governamental (ONG) a quem apresentar as suas despesas de representação alheias a funções que deverá exercer de forma exclusiva para este Parlamento, para aquela Consultora e para aqueloutra Ongue.

1. Em primeiro lugar é necessário saber distinguir uma ongue de uma o-éne-gê, devendo o meu caro Marinho estar consciente de que o que deve procurar é uma ongue (é assim que o primeiro-ministro diz "o-éne-gê"), organização da família das o-éne-gês, mas que se distingue pelo seu carácter facilitador, faróis de xénon que permitem avistar facilidades no meio da bruma mais cerrada e sensores de marcha-atrás.
2. A ongue onde prestar os seus serviços de deputado não pode ser uma dessas o-éne-gê rafeiras a que nunca tenham estado ligados ex governantes.
3. Deve ser uma ongue recheada de governantes - ou aspirantes a isso - que sejam facilitadores e não dificultadores. 
4. Com dificultadores este país não avança, mas com facilitadores há-de ser sempre a abrir. Há muitas o-éne-gês que não são "ongues" e que por isso não vão a lado nenhum, nem levam as pessoas que delas fazem parte a lado nenhum também.
5. Se por acaso tiver dúvidas do que facilitam ongues, dirija-se a São Bento onde se encontram os maiores especialistas mundiais na matéria por m2. Em qualquer dos casos, qualquer leigo na matéria como eu saberá adiantar que uma ongue paga despesas de representação sem pedir nada em troca e que um facilitador apresenta despesas de representação também sem pedir nada em troca. Não se trata de um comércio, trata-se de uma IPSS sem fins lucrativos.
6. O preço de mercado para despesas de representação ronda os 5000€ mês, como é do domínio público, não sendo raro, por tratar-se de um rendimento insignificante, que os titulares deste tipo de rendimento se esqueçam de que o recebem.
7. É por isso que eu aconselho Marinho Pinto a mandar CV para a AR. Estou certo de que o irão contratar em regime de exclusividade, que é aquele que lhe permite acumular com outras funções. Gosto de sublinhar bem isto porque há pessoas que, por incrível que pareça, acham que é ao contrário! Pessoas muito provavelmente mal intencionadas, que de certeza não sabem distinguir uma o-éne-gê duma ongue, nem que a ongue lhes vá bater à porta!

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