quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O lado podre da política...

O ex-secretário de Estado do Tesouro, que esteve cerca de 19 dias no exercício de funções, queixou-se ter sido vítima "da baixeza" e do "lado mais podre da política". Áh, então deve ser por isso que ele prefere o lado "mais podre" da banca... É compreensível... É que no lado "mais podre" da banca as vítimas são, habitualmente, políticos gananciosos ou somente incompetentes e, por tabela, os contribuintes portugueses. Não ele... E, depois, quer dizer, nem sempre Pais Jorge pensou mal do "lado mais podre da política". Por exemplo, quando em 2005 andou a meter «swaps up our asses» (acho que é assim que em calão técnico eles dizem no City Bank e no mundo da alta finança em geral, ah, e também no mundo da alta costura) não se queixou nada "do lado mais podre da política". Mas quanto à memória de Pais Jorge já há muito que estamos falados! Agora, é uma pena Pais Jorge abandonar funções ainda antes de tratar de temas tão "quentinhos" como a renegociação dos contratos swap, só que agora do lado do governo (para o leitor que ama o futebol perceber melhor, é como se o Ronaldo, o falso, o português, o que joga agora no Real Madrid, jogasse a primeira parte do clássico contra o Barcelona e marcasse sete golos na baliza blaugrana, fosse contratado ao intervalo pelo Barça, e jogasse a segunda metade pelos catalães para tentar reverter a situação a favor do Barcelona, não sei se estão a ver?...), ou dos contratos das PPP's... Temas que lhe eram tão caros e se há pessoa, abaixo da ministra Maria Luís Albuquerque, que é "perita" em Swaps e PPP's e bancos é Joaquim Pais Jorge. Se o governo calha agora de perder Maria Luís Albuquerque por qualquer motivo, seja ele qual for atenção, é um "mero supônhamos", nada mais do que isso, não tenho qualquer informação privilegiada que 10 milhões de portugueses não tenha, atenção, mas se o país calha de perder a sua ministra das finanças quem raio irá resolver a trapalhada das Swap?! Quem, meu deus?! Estaríamos 10 milhões entregues à nossa própria sorte! Ainda bem "que sobre a senhora doutora Maria Luís Albuquerque nada pesa de menos correcto", senão estávamos mesmo tramados!

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