quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Daniel Oliveira nas comissões parlamentares de inquérito já!

É mais difícil encontrar um político ou gestor público que não tenha mentido numa comissão parlamentar de inquérito que um americano desarmado. É por isso que eu não percebo o interesse deste tipo de comissões com o actual formato e sugeria alterações de fundo para que as mesmas passassem a servir para aquilo que foram criadas, nomeadamente, fiscalizar a verdade e blá blá blá. Assim, proponho que os deputados redijam as perguntas mas que seja o Daniel Oliveira a colocá-las. Para isso, sugiro que os deputados que fazem parte de cada comissão de inquérito não estejam presentes na sala de audiência e que vão ditando as perguntas ao Daniel via auricular. Antes das perguntas formais, o conhecido entrevistador teria espaço para questões de ordem mais pessoal, da sua própria lavra, de modo a deixar o inquirido à vontade e com vontade de chibar a sua vida toda. No meio da primeira leva de perguntas avança no video hall um filmezinho com imagens e fotografias de pessoas muito queridas àquele que foi chamado à comissão de inquérito, com testemunhos sobre a sua bondade, o que o deixará em lágrimas e pronto para admitir mais rápido que Paulo Portas a tirar fotocópias tudo o que souber sobre Swaps, BPN's, BPP's, PPP's, Compras de submarinos, Camarates e Licenciaturas de políticos ao domingo, ou por equivalência. Ah, é verdade, sabem também o que é muito difícil de encontrar? Políticos do arco da governação que nunca tenham sido gestores públicos ou membros remunerados de fundações, e outra merda muito difícil de encontrar é coquilles de Saint Jacques no mini-mercado aqui da rua. E agora, para terminar, uma anedota para condizer com o facto de eu estar a escrever este texto em sleeps brancos bem justinhos ao corpo e de havaianas de ir ao Sudoeste daqui a dias. É fácil, ando a ensiná-la aos meus filhos para eles contarem aos amigos deles e os amigos deles aos pais deles.

Anedota

Sabes o que é que diz o político do governo para o gestor público, e vice-versa? 
«Péra aí que eu já te apanho»

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