terça-feira, 27 de novembro de 2012

Não dá para privatizar?

Neste sítio faz-se humor de causas. Não leiam a primeira frase desta crónica como uma frase, ouçam-na como um espirro. Santinho. Obrigado. Tenho andado a reflectir e acho que o sangue corre de cima para baixo nas nossas veias, portanto, no sentido descendente e que isso era importante ficar, desde já, esclarecido. Posso bem, contudo, com quem pensa de maneira diferente de mim e da gravidade nesta matéria. Relativamente às declarações de Passos Coelho na Madeira, aquilo deve ser do pólen das flores do jardim do atlântico, ou assim. Mete-se nas pessoas e ou dá deng, ou dá declarações daquelas. Pena para o país que não tenha dado deng. Como é que a gente há-de explicar ao presidente dos ministros isto: eu também podia bem com quem pensasse diferente de mim em matéria de política orçamental ou social se quem pensasse diferente de mim não tivesse na mão a possibilidade de me dar e tirar os subsídios a seu bel-prazer, de aumentar o iva e o irs das coisas e de cortar nas pensões dos velhinhos, que já pouco mais produzem que saliva e barulho ao andar. Agora, uma vez que quem pensa diferente de mim tem esse poder... As nossas diferenças agravam-se aí! E no estilo: eu detesto betinhos armados em rambos. Ainda assim, prefiro betinhos armados em amiguinhos dos mais pobres e desfavorecidos! Se não fosse incómodo, mudava o registo se fazia o favor. Outra coisa: não dá para privatizar o Alberto João Jardim? Antes do Natal?!... Privatizava-se já o homem e poupava-se 1,2 milhões de Euros ao erário, que é quanto vai custar o fogo de artifício de fim de ano na Madeira! Será que os angolanos não o querem? É que eles querem tudo... E já agora: não dará para nacionalizar angolana a RTP? Já nacionalizamos chinesa a EDP... Nomeava-se a Fátima Campos Ferreira directora de informação! Se for preciso, dá-se um toque ao António B, o programa da Fátima passava a chamar-se "os Prós dos Prós" e teria como convidados só pessoas com o apelido Santos, para haver ideias claras e impedir aquelas, como é que se diz, diferentes, que só servem para inquinar o esclarecimento da opinião pública. São ideias para ajudar, tal como esta: mandar desmantelar os dois submarinos da marinha portuguesa e vender às partes para abastecer a indústria europeia do nuclear. Mas de maneira asseada, que é para não sujar o ambiente. Com o dinheiro, pagava-se o orçamento do Serviço Nacional de Saúde para os próximos 10 anos...
 
Crónica humorística escrita para rádio

Um comentário:

  1. Miúdo, mais uma vez, maravilhoso!!! E estou contigo, privatizem-se esses todos, já que fazem cá falta, como a fome... Beijinhos e até pra semana ;-)

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