sábado, 28 de janeiro de 2012

Gestos... lestos!

Ora muito bom dia a todos! A julgar pelo número de comentários, "todos" é um algarismo entre o zero e a Lu... Bem, agora que já destilei a primeira dose de inveja do dia, dizer que acordei com ramelas no lado do olho onde elas são paridas durante a noite, ali juntinho à cana do nariz, naquele vértice que faz da órbita ocular uma amêndoa. Como adoro frutos secos, acabo de colher a fruta toda do olho e fazer uma salada na boca com o resto das avelãs e nozes, que estiveram a marinar durante toda a noite, da tablete de chocolate que comi ontem ao serão, já deitadinho na posição do morto, enquanto a outra metade da cama mostrava como é que se dorme. Como as ramelas são efervescentes - ou como diria a Margarida Rebelo Pinto, sexualmente activas - estou neste momento a sentir uma comichão esquisita na boca, esperem aí um bocadinho (estala a língua, bochecha a saliva). Sinto agora uma sensação de frescura maravilhosa, uma espécie de active fresh, só digo que aconselho isto a toda a gente, é tipo alka seltzer. Bom, o dia promete ser coisa para - na vez de o viver - dar vontade de copular com a Amy Winehouse... Ainda nem sequer decidi o que fazer para o almoço (e já são oito da noite), mas no AEG de 1974, que era do enxoval de casamento dos meus pais, há um arroz de feijão com quinze dias de estágio. Estava a pensar em gratinar no forno, porque tem uma camada verde, espessa e suculenta, na parte de cima, o que deve conferir àquilo um não sei que de gormet. Enfim, é a crise, que assumo (ando teso), e estou convencido que aquilo é arrozinho para quando lhe der a primeira garfada, ainda a dita não atravessou o estreito e já eu estou com as nádegas num tête-à-tête com a tampa da sanita, e a fazer contas à vida: se morrer envenenado, ao menos, não andei nesta vida a deitar comida fora. Há outra coisa que é elementar, após qualquer refeição: não fazer amor e não ouvir músicas do Paulo Gonzo. Áh, e muito menos fazer amor enquanto se ouve o Paulo Gonzo, mesmo nós sabendo que ele compôs aquilo para que a malta pratique o coito como se o mundo tivesse acabado no ano passado. É que o suco gástrico pode excitar-se, e em vez de se atirar à comida, ainda se vira para o miocárdio, que só precisa de uma desculpa para implodir. Porque esta crónica acabou por se virar para a música, mas uma ou duas coisinhas: ou é de mim ou último videoclip do Gonzo, aquele da música dos "gestos lestos" (o que ele se deve ter matado para fazer esta rima?!), é um power-point sacado da net com fotografias de pôr-de-sol, pessoas abraçadas a contemplar o mar e outras quejandas foleirices? Enfim, deixo a questão para camelos mais melómanos do que eu, que estou ao nível do "orelhas" (ainda é família), o que diz bastante do meu gosto musical.

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