segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Empregadas domésticas

Quando quero arrancar uma boa gargalhada à Lu, digo-lhe que quero ganhar a vida a escrever e que este blog é meio caminho andado! Ela parte o côco e eu fico com o coração dividido: por um lado, sinto que a minha carreira como escritor periga, por outro, que a de humorista vai de vento em popa. Há duas coisas que me fazem rir muito: uma é ver a Margarida Rebelo Pinto a escrever (quer dizer...), a outra é vê-la a dançar (é, mais uma força de expressão). Vi-a, um certo dia, num programa de dança da RTP e ia partindo o cóccix a rir. Para mim, que tenho tango no pé direito e kizomba no esquerdo, o que faz de mim um cruzamento entre Carlos Gardel e Hélder, o rei do kuduro, foi uma visão difícil de aceitar. À parte ser uma manada de ossos articulados, MRP deixou ainda a nú que uma vassoura lhe atravessa todo o corpo, impedindo-a de brilhar na pista de dança. Se para efeitos de concurso televisivo o handicap trouxe resultados desastrosos, o pior deve ter sido mesmo quando pela primeira vez pisou o chão das principais discotecas da Côte d'Azur, onde costuma passar férias. Devem tê-la tomado por um homem bêbedo, e toda a gente sabe como os seguranças tratam os clientes do sexo masculino que se encontram em estado de embriaguez nas discotecas da linha de Nice, ali a seguir a Paço d'Arcos. Mantendo ainda o foco no mundo da dança, uma das pessoas que mais me inspira a dançar - e é só - é o Rui Unas. Apanhei-o no mesmo programa e ele tem muito jeito para dançar aquelas coisas que se dançam na margem sul. Tal como todos nós temos Amália na voz, o Unas tem no traseiro o traseiro da vocalista dos Buraca Som Sistema, e eu sei dar valor a isso e à tradição. Entretanto, e para não deixar o registo dos concursos da RTP, no sábado passado não perdi mais uma "Voz de Portugal", sobretudo, porque se poupa bastante energia. Eu explico: como é a filha do Joaquim Furtado a apresentar, pode-se pôr a volume no mínimo que se ouve na mesma. Gasta-se menos e não faz tão mal aos olhos. E aos ouvidos também não. Relativamente aos concorrentes, não me lembro de nenhum (eles também não se lembram das letras, por isso estamos quites). Relativamente aos jurados, dizer que o Jorge Gabriel dava um excelente par de anjos, bastava colocar um espelho de través e poupava-se um caché. Ao fim e ao cabo os irmãos Rosado assemelham-se muito ao apresentador da "Praça", sobretudo, o mano mais velho, que parece um doutor honoris causa em termos de juri de programas de televisão. A Mia Rose esteve awsome, como é habitual, o Rui Reininho fumou mais do que é costume e o Paulo Gonzo anda a deixar crescer o cabelo, apesar de ainda não se notar muito. Quanto aos convidados, só uma pequena coisa: óh Áurea, já nos calçávamos, não?! É que o pé ganha joanetes com a idade e, depois, das duas, uma: ou se serra ou se corta com uma tesoura da poda! Para finalizar, não queria despedir-me sem fazer uma referência, ainda que breve, ao programa da TVI, "A tua cara não me é estranha". Retive a racha da apresentadora, escapou-me o nome das marcas vestidas pelos jurados, retive o Toy vestido de mulher, escapou-me quem vai à frente, retive o cocó, escapou-me a mãe da Lyonce Viiktórya, retive a Romana a fazer de Adele, que por sua vez já faz de Margaret Tatcher, escapou-me o nome da irmã da Lyonce, que já vem a caminho. Já agora, deixo a dica: ajudava ao esforço colectivo de controlo do défice que os pais da criança poupassem nos is e nos ypsilons, sempre era umas economias que se fazia. A Angela Merkel até agradecia, o coiso, como é que ele se chama?, aquele que já foi primeiro ministro e depois fugiu para Bruxelas, esse mesmo, o coiso sublinharia o esforço de Portugal, enfim, voltaríamos a ser felizes, todos juntos. A propósito: não é que a chanceler quer mandar um comissário europeu para ajudar os governos dos países em dificuldades, assim, a modos que uma doméstica interna para ajudar a "arrumar a casa". Pela minha parte, sou um bocadinho esquisito com domésticas, sobretudo se ficam para jantar e dormir e, se a senhora dona Merkel não se chateasse muito, eu preferia - mesmo sem ver - contratar para nos ajudar a lavar a roupa e fazer de comer uma eurodeputada búlgara, checa ou, no máximo, já esticando um bocadinho, lituana. Por último, agora é que é, mas não ficava bem se não cuspisse isto: o Toy, vestido de Simone, parece a Angela Merkel. Ora digam lá que não vão dormir bem esta noite?!


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