segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O meta marcelismo da segunda circular e um GPS chamado "Paul Paul"

Este fim-de-semana foi a coisinha mais rica em hidratos de carbono e colestrol mau que eu já vi em dias de minha vida: tivemos congresso do PSD, tivemos Marcelo Rebelo de Sousa no congresso do PSD e tivemos o falecido Miguel Relvas no congresso do PSD, em modo de ressuscitação por video-conferência, porque andei à procura dele em todos os planos possíveis e imaginários que as tv's nos proporcionaram e nada. Relvas estava lá em espírito e isso sentiu-se aqui e em todo o lado, e foi assustador, porque foi um congresso em jeito de living-deads.  Até Marques Mendes e Santana Lopes lá estiveram, para juntar à colecção de zombies laranja, o que fez esquecer os verdadeiros problemas do país: Cláudio Ramos e José Castelo Branco. Estive a ouvir o Marcelo Rebelo de Sousa no seu habitual comentário de domingo à noite a comentar a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa no Congresso social-democrata e senti-me uma coordenada dentro do GPS do treinador do FC Porto, Paulo Fonseca. Quando o Marcelo Rebelo Sousa comentador fala sobre o Marcelo Rebelo de Sousa putativo candidato à presidência da República quem a gente ouve é o Marcelo Rebelo de Sousa stand-up comedian a fazer rir as pessoas, que gostam do espectáculo e aplaudem. É nestas ocasiões que eu defendo manifestações de ucranianos descontentes à porta de coliseus! Aposto que não havia tanta piada fácil e tanta gente com sorrisos rasgados de quatro oitavas. Não havia tanta gargalhada no coliseu dos recreios desde a última vez que o Rui Sinel de Cordes lá tinha estado. Se desligassem a luz quando Marcelo interveio no congresso, aquilo transformava-se num concerto dos scorpions durante o "winds of change". Segundo Marcelo contou a Judite de Sousa, ele vinha de taxi na segunda circular e por engano o motorista levou-o ao coliseu dos recreios, porque nesse dia todos os caminhos lá iam dar... E já que lá estava, porque não entrar?!... Na verdade, o que levou Marcelo ao coliseu foi o mesmo que levou Paulo Fonseca a Munique, Dortmund e Leverkusen quando tinha de ir a Frankfurt: o sonho! No caso do treinador do FC Porto, o sonho desfeito de jogar a Champions, no de Marcelo, o sonho de vir a jogar presidência da República. Se eu fosse de intrigas, oferecia um GPS chamado «Paul Paul» a Marcelo, mas não sou. Para terminar, gostaria de dizer que pessoalmente compreendo bem os adeptos portistas, porque Paulo Fonseca tem o sentido de orientação da minha mulher, sendo que este é muito parecido com o sentido de orientação de uma faúlha no olho de um furacão. Estar à procura de um sítio e pedir indicações à minha mulher - e segui-las - é a mesma coisa que tentar encontrar um verbo numa frase do Jorge Jesus, sendo que encontrar uma frase no discurso de Jorge Jesus já não é nada fácil! Nunca mais lá chegamos, percebem?!

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