sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Crónica do debate quinzenal

(Silêncio prolongado) Desculpem ter chegado atrasado a esta crónica cerca de 25 segundos, mas sou do Sporting e comigo cá se fazem, cá se pagam! Sentiram? Óptimo. Por falar em futebol, estive a ouvir com atenção o debate quinzenal na Assembleia da República desta sexta-feira e por isso cá vai: o governo jogou em 4-3-3, com elevado pendor ofensivo, quatro unidades mais recuadas a fazerem valer o seu jogo mais físico, nomeadamente, Aguiar Branco e Pires de Lima, impecáveis nas marcações, a não darem chances aos dois homens mais avançados da oposição, Heloísa Apolónia e Catarina Martins... Ups!, que não lograram marcar nesta deslocação do executivo à AR. No miolo, a pensar o jogo do governo, a equipa orientada pela Troika manteve Paulo Portas, impecável nas antecipações e nos lançamentos longos, com Pedro Mota Soares e Poiares Maduro a segurarem as pontas e a descaírem nas alas, deixando para a linha mais avançada composta por Paula Teixeira da Cruz, Assunção "Deus me livre!" Cristas e Passos Coelho a tarefa de finalizar as jogadas. O primeiro ministro jogou na posição que mais gosta, a avançado centro, e marcou em diversas ocasiões, nomeadamente, na questão do desemprego, redução do défice e consolidação das contas públicas. Entre os grandes ausentes do debate, nota para a "baixa" de António José Seguro, que uma vez mais não deu o contributo à equipa da oposição e que assistiu ao debate na bancada... (Pausa ligeira) do PS. Devido a esta ausência prolongada do capitão socialista há já quem compare o caso de António José Seguro ao do russo Marat Izamailov. No capítulo disciplinar, não houve expulsões, e a registar apenas uma entrada de carrinho de Jerónimo de Sousa na questão da descida da taxa de desemprego, ao alegar que esta se devia apenas à emigração, mas foi prontamente admoestado pelo árbitro do encontro, Assunção Esteves. Ainda no capítulo disciplinar, relevo para a tentativa de invasão pacífica do terreno de debate por parte de elementos oriundos da bancada do PS, nomeadamente, uma tentativa de intervenção nos trabalhos, mas a que a presidente da AR prontamente pôs cobro, sem necessidade de recorrer aos stewards presentes no hemiciclo. Estes adeptos socialistas abstiveram-se depois violentamente de participar, o que ainda assim não estragou o excelente espectáculo, com uma temperatura do ar na ordem dos 22º e uma humidade relativa de 45%, num terreno em excelentes condições para a prática da sofística e da demagogia!
(Crónica escrita para rádio)

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