quinta-feira, 7 de março de 2013

A lenda de Robin dos Bosques ou, como se diz agora, Filipe Pinhal

Quando Filipe Pinhal idealizou o Movimento dos Reformados Indignados, Robin dos Bosques deve ter dado voltas no túmulo, mesmo que se dê o caso do famoso arqueiro nunca ter efectivamente existido, o que às vezes acontece com as lendas. É que o ex presidente do BCP, que ao que consta aufere uma reforma na casa das largas dezenas de milhar de euros, está indignado com os cortes que considera inaceitáveis nas reformas mais altas. Trocando por miúdos, o que o ex banqueiro propõe é tirar aos mais ricos dos "pobres" para dar aos mais "pobres" dos ricos. Parece que é a mesma coisa que Robin dos Bosques fazia na floresta de Sherwood, mas não é! Um professor de matemática diria que o raciocínio de Filipe Pinhal está certo mas o resultado está errado, pelo que só pode atribuir metade da pontuação. Um professor de axiologia e ética diria, por outro lado, que o raciocínio está errado, apesar do resultado estar inexplicavelmente certo! Relvas diria que se o resultado está certo, mas o raciocínio que o precede errado, isso significa que Filipe Pinhal copiou! E diria também que sempre pautou a sua vida pela busca permanente do conhecimento! António Borges, consultor do governo para as privatizações, que ainda hoje defendeu que para combater o desemprego "o ideal era baixar os salários", diria também sobre este assunto que "o ideal era baixar os salários", e diria sobre o estado do tempo para amanhã que "o ideal era baixar os salários", e diria sobre a morte de Hugo Chavez que "o ideal era baixar os salários", e quando questionado sobre a sua preferência acerca do sexo da criança que Kate Middleton carrega no ventre, diria que "o ideal era baixar os salários". Leibniz diria sobre isto que vivemos no "melhor dos mundos possíveis" e Francisco José Viegas mandaria o MRI "tomar no cu" (e o Leibniz também), que foi o que Celine e Sartre se fartaram de dizer um ao outro, mas em francês. 

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