quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A crise...

A crise acaba em em 2013, prometeu Pedro Passos Coelho no Algarve. Um gajo chega ao Pontal e fica cheio de ponta... Só pode. Eu nunca fui ao Pontal. Ponto. Agora, se fosse, não posso afirmar que não me desse para o mesmo. Apontar, no Pontal, para o fim da crise em 2013... Caramba... Deve ser uma coisa inevitável... Um gajo chega ao Pontal e aponta... em direcções... É assim, vai-se daqui até 2013. Lá chegados, vai-se em frente, sempre por este caminho e chega-se ao fim da crise... Nada mais plausível... Um ponto final na crise, no Pontal, no Algarve... (Pausa) Um sítio onde há mais de 25% de desempregados... (Pausa) Plausível... Nada mais plausível... O problema é que as pessoas têm tanta dificuldade em acreditar nos anúncios do fim da crise, como nos anúncios do fim do mundo... Ambos cheiram a Manuel Pinho e as pessoas têm tendência para manguitos quando lhes cheira a Pinho... No caso, nem é bater na madeira para dar sorte... É bater no ceguinho... Ah, o primeiro ministro quis lançar um sinal de esperança ao país... Se ainda aparecesse qualquer coisinha em Fátima outra vez é que dava jeito... Ou a mesma coisinha, só que agora a cores e com transmissão e directo... E comentários da Fátima Campos Ferreira, em directo da capelinha das aparições... Aí é que era... Ou se o primeiro ministro dissesse assim, só que em grego: ah, diabos me levem se não saímos da crise em 2013... E se não sairmos, raios ma partam se não me imolo pelo fogo em cima da estátua do marquês... Sobretudo, se para além de não sairmos da crise o Benfica voltar a não ser campeão... Por estas e por outras é que a Manuela Ferreira Leite não ia ao Pontal... Enfim, uma das coisas que eu mais gosto cá na crise é, precisamente, de estar do lado de da crise... É que deste lado não se vê um palmo à frente do nariz... É como estar no olho do furacão... Não deve haver pior sítio para observar o furacão do que o olho do bicho, por mais paradoxal que isto possa parecer, sobretudo, para aquelas pessoas que pensam que o furacão é um fantasma de ar com uma unicórnea... Ah, isso que tu estás a dizer vilipendia... Pois, mas ao menos não fere, ao contrário da vossa ignorância... Que me magoa... O que é certo é que metade do país já foi embora... A continuar assim, não vai ficar em Portugal um português para amostra... A questão não é tanto, assim, o que vai ser de Portugal? A questão é mais: o que vai ser do mundo com tanto português à solta por aí?... (Pausa... Dar tempo para o Olympia se acalme...) Entretanto, e na sequência do que estava a dizer, esta semana deu nas vistas o maior abraço do mundo protagonizado por escuteiros portugueses... Foram dezassete mil que num minuto acasalaram pelos bracinhos em Idanha-a-Nova... Como tenho amigos escuteiros, liguei-lhes logo a pedir explicações e se tinham participado naquele bacanal de boas intenções... Eles garantiram-me que não, que aquilo tinha sido organizado por agrupamentos do norte, que são uns mariquinhas, e que a malta do sul que é escuteira, segue os princípios da legião francesa... E na legião, quando se acasala, não é assim... Sobretudo, quando em causa está um record do mundo... Como diz um amigo meu, que é para mim uma autoridade em questões de escuteiros e de crise, só para meter nojo, vamos ficar cá!

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