domingo, 27 de maio de 2012

Esta crónica repudia com veemência

Eu, se fosse o Relvas, ia arejar, sei lá, andar de comboio na Índia ou apanhar um TGV em andamento, ou assim, só para arejar, que a vida dele, ultimamente, anda mais agitada que a do Duarte Lima no Natal e ele precisa de qualquer coisa diferente e, sobretudo, mais calma. Assentar, no fundo, o que o Relvas precisa é de assentar. Portanto, eu aconselhava-o a tomar um duchezinho nas cataratas do Niagara para descomprimir, ou fazia Bungee jumping no Corcovado com um elástico manhoso, só para a descarga de adrenalina ser maior e a cena fazer maior efeito. Fazia isto tudo secretamente, mas desta vez ninguém ficava mesmo a saber, que uma pessoa tem direito à sua privacidade, mesmo fardado... O ideal, ideal, para tentar reverter esta imagem injusta que lhe está a ser colada de manipulador, mestre da intriga política e atazanador de jornalistas, era ir hoje ali para Alcântara empacotar a soliridade, ai, a soliriidade, arre, a solididade, assim é que é, dos portugueses, que ontem e hoje se mede em quilos de arroz e massa, e latas de conserva para os pobres. Nos directos das televisões, às oito, só tinha de se posicionar atrás do repórter de serviço, ao lado de um grupo de escuteiros, a encartuchar víveres. Por falar em comida para pobres, e a senhora do FMI, Christine Lagarde, que disse que as crianças em África precisavam mais de ajuda que as crianças gregas?!... Querem que repita ou já vomitaram tudo? Basicamente, o que a senhora disse foi que se os gregos não fossem tão... como é que é aquilo que eles são?, ai'?! gregos, isso, as coisas não estavam como estão. Enfim, se os gregos fossem alemães, ou franceses, como a senhora, e nada disto teria acontecido... Por falar em "p... que p...., é pró bojão, mai nada", e a classificação dada pelas autoridades portuguesas ao massacre contra civis na cidade síria de Houla? O massacre vitimou 116 pessoas, entre as quais, muitas mulheres e 32 crianças, mas para as autoridades portuguesas, apesar de terem "repudiado com firmeza" (Uuuuuh, que medo...),  classificaram a carnificina da seguinte forma, e passo a citar, que estas matérias são sensíveis... Consideram então as autoridades portuguesas "que a dimensão, gravidade e repetição deste tipo de violência praticada pelo regime sírio se aproxima perigosamente do conceito de crimes contra a humanidade". Já limparam tudo, ou ainda há restos do assado do meio-dia? Ah, ainda há restos?! Então vamos arrumar com isso até à bílis: "aproxima-se perigosamente do conceito de crimes contra a humanidade"?! Quem é o perito em barbaridades verbais no executivo português? O que é que é preciso para que a coisa se dê a crimes contra a humanidade? 200 pessoas? Ou era preciso terem assassinado mais crianças?! 32 crianças não configura crime contra a humanidade? Quase que dava, eh pá, por pouco, ãh?! Que pena!... Está tudo doido!

Um comentário:

  1. Miúdo, extraordinário... sempre em cima do acontecimento... realmente nós somos capazes de tudo, para o bem e para o mal... e quanto à classe política, acho, que deve ser qualquer virose que os afeta e, os transforma, levando-os a serem, ou cobardes ou arrogantes, ao ponto de dizerem barbaridades, pois, não acho que sejam todos como esse senhor, o Relvas, grande cobarde... se isto é democracia, quase que vale a pena dizer "volta Salazar que estás perdoado".... Força miúdo na escrita...

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