domingo, 22 de janeiro de 2012

Recalcamento freudiano

(Nota: puro nonsense. Objectivo: levar à letra a lógica intrínseca ao recalcamento de situações traumáticas em Sigmund Freud. O Sketch é todo ele visual, sendo um daqueles que deverá ser utilizado entre Sketches mais longos, quebrando o alinhamento.)
Um homem hirto, pouco mais do que um velho acabado de chegar, que numa leira de terra observa atentamente o solo. Breves instantes depois, pega numa enxada encostada a uma árvore e começa a cavar um buraco. Pousa o utensílio, olha através da pequena cratera e começa a fazer sons estranhos, provenientes do abdómen. O som dá origem a um bolo na boca que ele cospe para o meio da cratera. Trata-se de uma bílis amarela e azul, que se destaca da terra castanha. Repega na enxada e cobre o cuspe com uma primeira camada fina de terra. Decalca com a enxada e volta a deitar terra. Decalca uma vez mais. Deita terra. Decalca uma vez mais. Fim do Sketch.

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